Em Campo Alegre de Lourdes (BA), Hospital Municipal é interditado por conta de irregularidades

Foto: Divulgação

O Hospital Municipal de Campo Alegre de Lourdes foi interditado nesta segunda-feira (09) devido às péssimas condições de funcionamento. O Prefeito Dr. Enilson (PCdoB) acompanhado da Secretária de Saúde Aline Almeida, alguns Vereadores, Médicos e profissionais de saúde fizeram uma visita ao Hospital e na ocasião constataram diversas irregularidades e precariedades, o que justifica a interdição, confirmando o relatório da equipe de transição elaborado na entrega do órgão no primeiro dia do novo governo.

De acordo com a nota divulgada, o Hospital está tomado pelo mau cheiro, tem material infectado e lençóis usados no chão. Faltam macas e aparelhagem de emergência, equipamentos básicos para o pronto atendimento e todos os tipos de medicamento. Faltam, por exemplo, esparadrapo, equipo, escalpe, gases, seringas, compressas. Medicamento de urgência só existe buscopam.

As paredes contêm rachaduras e infiltrações e há uma parte do teto sem forro, deixando o bloco cirúrgico totalmente exposto, o que possibilita uma infecção hospital. A sala de raio-x, nestas mesmas condições, está imprópria para uso. Ademais, o gerador de energia está quebrado, o que comprometeria o funcionamento de todo o Hospital diante das quedas de energia que, como sabem, acontecem com alguma frequência.

Serviços
Os serviços de atendimento serão transferidos para o Posto de Saúde (antigo SESP) ao lado do Hospital. Diante da situação será solicitada uma vistoria da Vigilância Sanitária nos próximos dias para que, entendendo ser necessário, seja promovida a interdição do Hospital Municipal objetivando a correção das irregularidades que põem em risco os pacientes e funcionários. A nova gestão já informou que não permitirá que a população seja prejudicada devido a isso está interditando o funcionamento do Hospital Municipal por cerca de 15 dias para higienização, manutenção e período para elaboração das licitações para a compra de matérias e medicamentos.

Segundo o Blog do Zé Carlos Borges, a antiga gestão do município ainda deixou algumas pendências, pois não foi pago o terço de férias dos funcionários, a conta da prefeitura está zerada, houve ameaça de corte de energia, sucateamento dos órgãos municipais e uma super dívida no INSS que aproveitou o depósito da primeira parcela do FPM para descontar cerca de 600 mil reais no dia 10 de janeiro.

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